Mano Menezes utilizou o duelo para dar ritmo a suplentes

230920168

Fonte: O Tempo

Mesmo com a larga vantagem conquistada pelo Cruzeiro no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o técnico Mano Menezes queria muito a vitória novamente na partida de volta contra o Botafogo no Mineirão. E saiu de campo comemorando o resultado para a sequência no ano. No domingo, o time celeste encara o Flamengo, vice-líder do Brasileirão.

“Quando a gente conquistou a vantagem no Rio, sabia que não iria deixar o Botafogo reverter a vantagem se não cometêssemos erro grave. A equipe entrou bem focada no jogo. Não fez um partida brilhante mas fez uma partida prática. Quando vencíamos já não tinha que arriscar, mas, sim pensar um pouco no duelo de domingo com o Flamengo”, avaliou o treinador da Raposa.

O comandante azul destacou ainda a importância de dar um ritmo maior a vários atletas do elenco, como Elber e Rafinha, que iniciaram o embate como titulares, e Willian, Denílson e Alisson, suplentes que entraram no decorrer do duelo.

“Se eu mudasse toda a equipe titular, eu iria contra meu discurso. Temos uma estrutura de time. E respeitamos a todos. Tiramos quem estava mais desgastado. Era importante dar ritmo ao Willian, ao Denílson e ao Alisson para o segundo tempo”, destacou.

Por fim, ele ressaltou a opção por iniciar a partida com Rafinha e Elber. “Não gosto de jogar com dois ponteiros, porque faltaria armação no meio. E o Arrascaeta é quase um atacante. Sempre vou optar por alguém que tenha mais a característica de um armador. Se entrei com Elber, tinha que entrar com o Rafinha também, senão faltaria armação no meio”, comentou.

Torcida faz recepção calorosa para a delegação do Atlético em Confins

230920167

Fonte: O Tempo

Depois do empate em Campinas, diante da Ponte Preta, e da classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, os jogadores do Atlético desembarcaram na tarde desta quinta-feira no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, sob o apoio de dezenas de torcedores. A torcida decidiu recepcionar os atletas para mostrar confiança na sequência da temporada.

O Galo está dividido entre duas competições. Além da Copa do Brasil, o time briga pelo título do Campeonato Brasileiro. A diferença para o líder Palmeiras e o vice-líder Flamengo é, respectivamente, de cinco e quatro pontos.

A mobilização de torcedores começou nas redes sociais logo após a partida de quarta-feira à noite.   Para fortalecer o movimento, ônibus foram disponibilizados gratuitamente do centro de BH até Confins.

No próximo domingo, o Atlético recebe o Internacional, no Independência. A diretoria do Galo baixou o preço dos ingresso e mais de 12 mil entradas já tinham sido vendidas até o fim da tarde de quarta-feira.

Ministério Público e PF pedem a quebra do monopólio no DPVAT

230920166

Fonte: O Tempo

Delegado da Polícia Federal (PF) responsável pelas investigações das fraudes praticadas contra o DPVAT em Montes Claros e Janaúba (MG), Marcelo Eduardo Freitas, e, também, os promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) Paulo Márcio da Silva e Guilherme Roedel Fernandez Silva não titubearam quando opinaram sobre o atual modelo do seguro obrigatório do trânsito, manifestando contrariedade com o sistema de monopólio exercido pela Seguradora Líder.

“A Líder é uma intermediária desnecessária”, disse Paulo Márcio, resumindo o pensamento do trio na audiência “Tempo de Despertar”, realizada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do DPVAT

O delegado federal Marcelo Eduardo Freitas recorreu aos parlamentares sugerindo a abertura de uma efetiva discussão sobre a extinção do monopólio da Seguradora Líder. Para ele, a revisão do modelo em vigor deve consagrar a livre iniciativa, dando liberdade ao cidadão brasileiro de escolher a seguradora que melhor atenda aos interesses da coletividade. “A atuação nos moldes [em que está montada] tem apenas permitido que mais fraudes aconteçam”, apontou.

Depois de lembrar que a proposta do seguro é que o acidentado de trânsito procure a Seguradora Líder para receber a indenização, Paulo Márcio da Silva disse que a vítima, na verdade, não tem a Líder para reclamar. “Onde está a Líder?”, indagou, afirmando que essa seguradora não está em lugar nenhum, apenas no Rio de Janeiro [cidade-sede da companhia] administrando R$ 4 bilhões anuais. “Mas não faz o serviço que seria natural – disse. Então, remunero uma empresa que não presta serviço nenhum? A Líder é uma intermediária nessa história, que não precisava existir”. O promotor mineiro contou que a luta do Ministério Público, desde o primeiro momento das investigações das fraudes, segue essa linha de pensamento.

Assim como o promotor Guilherme Roedel Fernandez, que apelou aos parlamentares julgando de suma importância que a Câmara dos Deputados tome a iniciativa de alterar toda a legislação que rege o seguro obrigatório DPVAT, Paulo Márcio também procurou sensibilizar os parlamentares da CPI, no sentido de extinguir a Seguradora Líder e o monopólio. “Por que eu, enquanto dono de um veículo automotor, não posso procurar a seguradora que melhor me convém, cobra mais barato e oferece melhor serviço? Por que tenho que ir a uma intermediária, que arrecada esses recursos e ainda me passa a perna? Não há porquê, nada justifica sua existência [da Líder]“, argumentou o promotor Paulo Márcio.