Brasil registra 273,5 milhões de linhas de celulares ativas em março

As linhas pré-pagas continuam sendo a maioria (77,57%) e as pós-pagas representam 22,23% do total; Vivo lidera o mercado com 28,68%

O número de linhas de celulares ativas no país chegou a 273,58 milhões em março deste ano. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), houve um acréscimo de 860,21 mil linhas no mês passado.

Ainda segundo a agência havia, em março, 135,3 linhas ativas para cada grupo de 100 habitantes. As linhas pré-pagas continuam sendo a maioria (77,57%) e as pós-pagas representam 22,23% do total. A banda larga móvel totalizou 114,4 milhões de acessos. Desse total, 2,08 milhões eram terminais 4G.

No mês passado, a operadora Vivo liderava o mercado, com 28,68% de participação, seguida da TIM, com 27,02%; da Claro, com 25,13%; da Oi, com 18,49%; da CTBC, com 0,39%; da Nextel, com 0,24% e da Sercomtel, com 0,02%.

Agência Brasil

Dilma sanciona o Marco Civil na abertura da NETMundial

Encontro reúne representantes de mais de 90 países em São Paulo. Debates giram em torno de como tornar a rede mais aberta e transparente.

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A presidente Dilma Rousseff sancionou o Marco Civil da Internet durante a NETMundial, encontro realizado em São Paulo que reúne representantes de mais de 90 países, entre eles 27 ministros. “A internet que queremos só é possível em um cenário de respeito aos direitos humanos, em particular a privacidade e a liberdade de expressão. Os direitos que as pessoas têm offline também devem ser protegidos online”, declarou Dilma.

O projeto de lei que institui o Marco Civil da Internet, considerado uma espécie de Constituição para uso da rede no país, foi aprovado na terça-feira pelo Senado. O texto, que foi aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados, não sofreu alteração de conteúdo pelos senadores. O governo barrou todas as mudanças propostas para acelerar a aprovação.

Abertura do evento

O evento, que existe para debater a chamada “governança de rede”, começou nesta quarta-feira (23) com um agradecimento a Edward Snowden e a defesa de liberdade na rede. No início da NETMundial, Nnenna Nwakanma, representante da sociedade civil, agradeceu a revelação de Snowden dos casos de espionagem realizados pelos Estados Unidos. “E para todos nós que amamos a internet, e todos nós que estamos aqui, e a alguém chamado Edward, Edward Snowden, obrigado”.

O Brasil sedia o encontro entre países, empresas, grupos técnicos e acadêmicos para discutir quem “manda” na internet e qual deve ser a extensão desse poder. Representantes debatem no NETMundial para propor uma carta de princípios sobre questões técnicas, como domínios de rede (“.com” e “.br”), e sócioculturais, como privacidade e liberdade de expressão.

“Nós estamos comprometidos com a aliança para uma internet que possa ter um baixo custo. Meu objetivo é estabelecer a web aberta como um bem global público e um direito básico”, disse Nwakanma. “Quase dois terços da população mundial não está conectada à internet. A penetração nos países desenvolvidos é de cerca de 31%, mas na África é de 16%”, completou.

Vint Cerf, vice-presidente do Google e representante do setor privado, lembrou o 40º aniversário da revelação pública da internet e o 31º ano de operação. “Robert Kahn e eu acreditávamos fortemente que o design e os protocolos de internet precisavam ser disponíveis livremente e abertamente a qualquer interessado, sem nenhuma barreira de adoção e uso. A abertura da internet tem sido a chave de seu crescimento e valor. Inovação sem permissão é a principal fonte do poder econômico da internet. Nós precisamos achar formas de proteger os valores da internet, incluindo os direitos dos seus usuários”, afirmou.

Laudo do IML indica que dançarino morreu por “ferimento perfurante no pulmão”

O dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, encontrado morto ontem (22) no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, morreu por causa de uma perfuração no pulmão, segundo apontou laudo do Instituto Médico-Legal (IML). Cópia do documento foi entregue à família e divulgada nas redes sociais pelo advogado Rodrigo Mondego, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No laudo, a causa da morte é descrita de forma sintética: “Hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax, ação perfurocontundente”. O documento não detalha, no entanto, o que teria provocado o ferimento.

A morte de Douglas, que era conhecido pelo nome artístico DG e trabalhava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo,gerou revolta nos moradores do Pavão-Pavãozinho, assim que descobriram o corpo, no início da tarde de ontem. As pessoas desceram o morro e tentaram interditar ruas da região, sendo impedidas por um forte contingente policial, com a participação do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Os policiais atiraram bombas de efeito moral, gás de pimenta e dispararam balas de borracha contra a multidão. Tiros foram ouvidos no interior da favela.

Durante o confronto, um homem de aproximadamente 30 anos morreu com um tiro na cabeça, no alto do morro. Ele chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, também na zona sul, mas já chegou morto, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com moradores, um menino de 12 anos, identificado como Mateus, levou um tiro quando descia a Ladeira Saint Roman, quase na esquina com a rua Sá Ferreira e também morreu. Segundo relatos dos moradores, o tiro partiu de um policial militar (PM). No entanto, um PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) negou a versão dos moradores e disse que o menino teria sido atingido por uma pedra jogada pelos próprios manifestantes. No local onde Mateus caiu, formou-se uma grande poça de sangue. Não foi possível confirmar a versão dos moradores nem a do policial, sobre o que aconteceu com o garoto e qual seria o seu estado de saúde.

Por causa da confusão, a Avenida Nossa Senhora de Copacabana ficou interditada até próximo da meia-noite. Muitos comerciantes das proximidades fecharam as portas e só alguns decidiram reabrir as lojas e bares, quando a situação se acalmou um pouco.