Padre embriagado atropela moto da Polícia Militar na Pampulha

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Fonte: Estado de Minas

Um padre embriagado e dirigindo na contramão bateu em uma moto da Polícia Militar na madrugada deste sábado, no Bairro Ouro Preto, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil suspeita que o religioso estaria tentando escapar de uma Operação da Lei Seca, que acontecia em uma avenida próxima, quando provocou o acidente. O soldado da PM que pilotava a moto não se feriu. O padre foi detido após passar pelo teste do bafômetro, que constatou crime de trânsito.

De acordo com a Polícia Civil, o padre Erli Lopes Cardoso, de 41 anos, entrou na contramão da Rua Brasileia e acertou a moto da PM que descia a via. O militar iria sinalizar o trecho por causa da blitz que estava sendo montada na Avenida Fleming. O policial contou que ao perceber que seria atingido conseguiu pular da viatura e não se machucou.

O padre, que atua na Paróquia Nossa Senhora da Divina Providência, na Pampulha, contou que se distraiu conversando com o passageiro. No entanto, ao ser submetido ao teste de bafômetro, ficou comprovado que o religioso havia bebido. O exame apontou 0,44 mg/l de álcool no sangue. Acima de 0,34 mg/l é considerado crime de trânsito.

De acordo com delegado Anderson Alcântara, coordenador de Operações Especiais do Detran, possivelmente o padre estava tentando escapar da bliz que era realizada em dois pontos da Avenida Fleming. Ele foi preso em flagrante pelo crime de trânsito e será submetido a processo administrativo com suspensão da carteira de habilitação.

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Soldado da PM conseguiu pular da moto antes da batida e não se feriu

Deputados do PSDB enviarão pedido de impeachment de Dilma na próxima semana

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Fonte: Estado de Minas

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados decidiu que já há elementos para apresentar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Em reunião nessa sexta-feira, os tucanos avaliaram que não há necessidade de aguardar novos fatos ou pareceres jurídicos. Segundo o líder do partido na Casa, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o pedido será apresentado na próxima semana, “entre terça e quarta-feira”, com base no argumento de que a presidente teria cometido crime de responsabilidade nas chamadas “pedaladas fiscais” (veja memória) e por suposta omissão no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. O deputado disse que levará o parecer dos parlamentares ao presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG).
“O que vou dizer ao Aécio é que, na visão da bancada, não tem mais o que aguardar. A Câmara é quem decide sobre a abertura do impeachment, então, o protagonismo tem que ser da bancada na Casa. E a decisão já está tomada: o impeachment é cabível e não temos que aguardar mais nenhum parecer”, disse Sampaio.

Os tucanos pediram um parecer do jurista Miguel Reale Jr para dar sustentação jurídica ao requerimento de impeachment, mas Sampaio avaliou que já há elementos para tirar a petista do poder. “As motivações dadas tanto no petrolão, com a omissão da presidente, quanto nas pedaladas fiscais, com o comportamento dela, são elementos necessários”, disse o líder do PSDB.

Na semana passada, o senador Aécio Neves (PSDB) subiu o tom das críticas à presidente Dilma e indicou que o partido encabeçaria o movimento pelo impeachment. Mas acabou recuando depois de os também tucanos ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e  ex-governador de São Paulo, hoje senador, José Serra (SP), manifestarem opinião contrária ao pedido de impedimento neste momento. Aécio pediu um prazo maior para elaborar o pedido, que deveria se basear em uma análise técnica sobre o tema.

Sobre a posição contrária do ex-presidente e de outros caciques tucanos, Sampaio ressaltou que a decisão de pedir o impeachment de imediato partiu da bancada da legenda na Câmara e defendeu o movimento dos deputados. “Respeitamos a posição do ex-presidente Fernando Henrique e dos ex-senadores que discordam, mas a Casa que decide é a Câmara. A bancada tem clareza de que o momento enseja o impeachment”, argumentou o parlamentar.

Além do processo de convencimento interno, os tucanos terão que trabalhar também para obter o apoio do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ), que na semana passada disse não haver elementos para a abertura do processo de impedimento de Dilma. Sampaio aposta na mudança de opinião do peemedebista. “Uma coisa é o Eduardo Cunha afirmar é contrário ao impeachment com base no que ele viu na imprensa. Outra coisa é ele ter que se debruçar sobre uma peça que tem raciocínio lógico e jurídico, com respaldo na doutrina e na jurisprudência”, disse o deputado tucano. Se Cunha autorizar o desenrolar da tramitação do pedido, ele terá que passar também pelo crivo do plenário da Câmara. O processo só é aberto caso tenha apoio de pelo menos dois terços da Casa, ou seja, de 342 dos 513 deputados.

Memória

Pedaladas fiscais

Entre 2012 e 2014, o Tesouro Nacional empurrou para os bancos públicos – Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – despesas de R$ 40,3 bilhões com programas sociais e de apoio à agricultura e à indústria. No entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU), as instituições emprestaram recursos para o governo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em discurso na semana passada, o ministro do TCU, Augusto Nardes, admitiu que a presidente Dilma Rousseff poderá ser responsabilizada legalmente pelas “pedaladas”.

Indonésia confirma que brasileiro será executado

GULARTE

Fonte: Estado de Minas

A Indonésia notificou neste sábado nove condenados à morte por narcotráfico – incluindo oito estrangeiros, um deles o brasileiro Rodrigo Gularte – de que serão executados, indicou um porta-voz do Ministério Público. Gularte, 42 anos, foi condenado à morte em 2005 por ingressar na Indonésia com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf.

“Agora mesmo acabamos de notificar (a execução) a cada preso, nove pessoas, com exceção de Serge (Atlaoui, o francês)”, disse à AFP Tony Spontana, ressaltando que os fuzilamentos não ocorrerão em menos de três dias. O nome de Atlaoui, que figurava na lista inicial, foi retirado na última hora.

No final de semana passado, a Indonésia fuzilou seis condenados por tráfico de drogas, entre eles o brasileiro Marco Archer Cardoso. Após o fuzilamento, a presidente Dilma Rousseff – que tentou em vão salvar a vida de Marco Archer – chamou para consultas o embaixador brasileiro em Jacarta para manifestar seu repúdio à execução.

Clemência

O governo da presidente Dilma Rousseff voltou a pedir clemência para Gularte, de 42 anos. A solicitação é feita às vésperas de uma reunião em que, provavelmente, será informada oficialmente a data do fuzilamento de Gularte e mais nove estrangeiros. A pena poderá ser cumprida a partir de terça-feira.

A Indonésia convocou o representante da Embaixada do Brasil no país, juntamente com os diplomatas de todos os países que têm cidadãos no corredor da morte, para comparecerem a uma reunião hoje, 25, às 2 horas de Brasília, na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a 400 km de Jacarta, para serem informados sobre os próximos passos a serem adotados em relação aos condenados.

Embora o assunto não tenha sido adiantado, a praxe é que os governos sejam convocados para tomar conhecimento da execução 72 horas antes de ela ocorrer.

Em mais uma tentativa de evitar a morte de Rodrigo Gularte, o encarregado de representante da Indonésia no Brasil foi chamado ao Itamaraty, no fim da tarde de ontem, para ouvir um novo pedido de clemência.

O embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, subsecretário-geral da comunidade brasileira no exterior, disse ao ministro-conselheiro da Indonésia Rizki Safary, que embora o governo brasileiro não desconsidere a gravidade do crime cometido por Gularte e respeite a legislação local, apelava para que ele não fosse fuzilado, por “razões humanitárias”, já que foi diagnosticado com esquizofrenia.

As relações entre Brasil e Indonésia estão estremecidas desde a execução do brasileiro Marco Archer Moreira, em 18 de janeiro, condenado por tentar entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína. Em represália, a presidente Dilma se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio no Brasil, Toto Riyanto, em 20 de fevereiro. Por isso, hoje o principal representante indonésio no Brasil é um ministro-conselheiro e não o embaixador. (Com AFP e Agência Estado)