Sem espaço na China, atacante Jô visita a Cidade do Galo

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Fonte: O Tempo

De férias forçadas na China, o atacante Jô esteve na tarde desta quinta-feira na Cidade do Galo, em Vespasiano, para rever alguns companheiros de seu tempo no Atlético. Atualmente no Jiangsu Suning, o atleta está sem espaço no clube devido ao limite de estrangeiros do Campeonato Chinês.

O atacante, campeão da Copa Libertadores de 2013 com a camisa alvinegra, deixou o Atlético em 2015, vendido para o Al Shabab, dos Emirados Árabes. No começo de 2016, o jogador acertou a ida para o time da China. No entanto, após a janela de transferência do meio do ano, o time excedeu o número de estrangeiros e Jô foi liberado. Mas sem acertar com nenhum clube, o avante permanecerá “encostado” na no país asiático.

Além do ex-atleticano, o Jiangsu Suning conta em seu plantel com os brasileiros Alex Teixeira e Ramires, ex-Cruzeiro, além do brasileiro naturalizado croata, Sammir, e do colombiano Roger Martins, último jogador a chegar ao clube, ao fim do primeiro semestre deste ano.

Além do título continental inédito, Jô conquistou a Recopa Sul-Americana e a Copa do Brasil, em 2014, com a camisa atleticana, além de participar da Copa do Mundo 2014 com a seleção brasileira. A assessoria do clube mineiro garante que não tem nenhum interesse em repatriar o atleta.

Mineirão: retorno ao QG ou continuação do pesadelo?

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Fonte: O Tempo

Com o fim das Olimpíadas, o Cruzeiro voltará a mandar suas partidas para o Mineirão. E espera fazer com que esse retorno ao Gigante da Pampulha signifique um desempenho bem diferente daquele apresentado até agora no estádio. O embate que marcará o regresso será com o Santa Cruz, no domingo, às 11h, pela 22ª rodada do Brasileirão.

O rendimento da Raposa no Mineirão neste Campeonato Brasileiro é muito ruim. Em oito partidas, o time obteve apenas uma vitória, tendo empatado três vezes e saído derrotado em quatro oportunidades.

Devido à utilização do estádio para as Olimpíadas, o Cruzeiro mandou dois de seus duelos para o Independência: vitória sobre o Internacional e empate com o Coritiba. Agora, espera fazer com que o Gigante da Pampulha volte a ser o trunfo de anos anteriores.

“No primeiro turno não fomos bem como mandantes. Vamos mudar isso e tentar conquistar uma vitória no Mineirão neste domingo. A situação é muito diferente daquela. Agora nosso time vem de uma vitória fora de casa e está confiante. Não perdemos há muitos jogos (quatro partidas seguidas sem perder no campeonato)”, destacou o meia-atacante Arrascaeta.

O uruguaio mal vê a hora de voltar a pisar no gramado do Mineirão, onde marcou cinco gols nesta temporada. “Faz muito tempo que não jogamos no Mineirão, somos acostumados ao estádio. Vai ser bom voltar a jogar lá, que é nossa casa”, disse.

Terremoto na Itália já tem 250 mortos

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Fonte: O Tempo

O forte terremoto de 6,2 graus de magnitude que devastou na madrugada dessa quarta-feira (24) vários povoados montanhosos do centro da Itália deixou ao menos 250 mortos. Os feridos hospitalizados somam 365 pessoas, mas ainda há centenas de desaparecidos, e os trabalhos de resgate prosseguem.

O número foi revisado porque aumentaram as vítimas em Amatrice, subindo para 193. Com outras 11 vítimas em Accumoli, o total de mortos vai a 204 na região do Lazio. Outras 46 pessoas morreram em Arquata del Tronto, que fica em Marcas.

“É possível que o número de vítimas cresça”, advertiu durante a tarde o chefe de governo italiano, Mateo Renzi, que percorreu a zona afetada e prometeu ajuda para as famílias afetadas.

Equipes de socorristas trabalharam durante toda a noite, conscientes de que correm contra o tempo para encontrar e resgatar com vida pessoas presas sob os escombros.

Segundo fontes da imprensa, dezenas de pessoas continuam desaparecidas e, provavelmente, estão sepultadas vivas.

Entre as vítimas fatais estão muitas crianças, além de uma família inteira – pai, mãe e duas crianças, que por horas os socorristas tentaram salvar.

Dezenas de bombeiros e policiais voluntários trabalham há horas, sem descanso, nas pequenas localidades de Amatrice e Accumoli, na região do Lacio, e Arquata del Tronto, na região de Marcas.

As três localidades ficaram devastadas e transformadas em montanhas de escombros, onde apenas sobressaíam algumas poucas construções de pé.

O tremor, que foi sentido em Roma e Veneza, acordou a população às 3h30 locais (22h30 de Brasília de terça-feira) e, desde então, foram registrados cerca de 200 abalos secundários.

O epicentro foi localizado perto de Nórcia, uma cidade da região da Umbria, a 150 km de Roma, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Os feridos mais graves estão sendo levados à capital da província, Rieti, assim como a hospitais de Roma e Florença em helicópteros.

As autoridades decidiram mobilizar o Exército para os trabalhos de resgate, que são particularmente complicados por se tratar de pequenas localidades montanhosas, e para garantir a segurança da população, pela temida chegada de ladrões.

Durante todo o dia, moradores e voluntários escavaram em meio a nuvens de poeira e inclusive com as próprias mãos as montanhas de pedras e pedaços de prédios e casas destruídas pelo terremoto.

Cães treinados para rastrear pessoas e celulares têm servido para localizar pessoas entre os escombros.

Os moradores das cidades mais afetadas se preparavam para passar sua primeira noite ao relento, enquanto as autoridades alinhavam os corpos em parques e jardins cobertos por cobertores e lençóis.

Poeira, silêncio e solidariedade

“Minha irmã está sob os escombros. Não dá sinal de vida. Ouve-se apenas os gatos”, lamentou angustiado Guido Bordo, de 69 anos, em declarações à AFP, enquanto esperava em Accumoli notícias sobre seus familiares.

Os operadores pedem continuamente silêncio para poder ouvir os lamentos, gritos e sinais para escavar e tentar salvar vidas.

Um casal e dois filhos que estavam de férias nesta região perderam a vida no tremor.

“Salvei-me milagrosamente. Dez segundos foram suficientes para destruir tudo”, contou Marco, morador de Amatrice, ao jornal La Repubblica.

O prefeito do pequeno povoado de Accumoli, Sergio Pirozzi, revelou que sua comunidade, situada a 40 km do epicentro, ficou completamente destruída.

“Setenta e cinco por cento do povoado não existem mais”, lamentou comovido depois de confirmar danos no hospital local.

Entre as vítimas estão uma menina de um ano e seis meses e um bebê de nove meses, cuja mãe salvou-se do terremoto de 6,3 graus de 2009 em Áquila, que deixou 300 mortos.

Muitos turistas estavam na região para participar das festas organizadas todos os anos em Amatrice por ocasião da criação de uma famosa receita de espaguete.

“Os hotéis estavam todos lotados”, explicou o prefeito.

Trata-se de uma das zonas com mais risco sísmico da Itália, país que possui uma geologia muito particular.

O papa Francisco interrompeu sua tradicional audiência de quarta-feira para manifestar sua dor pelas vítimas e disse ter ficado abalado com a notícia.