Eleitor só se lembra de PT, PSDB e PMDB; 73% não têm partido

A campanha eleitoral de 2014 chega ao fim com a maior taxa já registrada de brasileiros sem preferência por nenhum partido político. São, hoje, 73% do eleitorado, a maior proporção desde 1988, quando começa a série histórica do Ibope. Em agosto de 2013, logo após os protestos, 62% não tinham preferência partidária. Desde então, os sem-partido cresceram 11 pontos.

Há hoje 16% de eleitores que se declaram simpatizantes do PT e outros 4%, do PSDB. Além deles, só o PMDB é lembrado: 2% de citações. Para piorar, os dois partidos com maior taxa de preferência provocam mais sentimentos negativos do que positivos.

O Ibope perguntou qual a imagem que o eleitor brasileiro tem dos partidos de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB). Apenas 41% disseram ter opinião favorável (34%) ou muito favorável (7%) sobre o PT, contra 46% que disseram que a imagem que fazem do partido é desfavorável (35%) ou muito desfavorável (11%). Ou seja, os eleitores com imagem negativa superam os que fazem imagem positiva em 5 pontos. Outros 13% não responderam.

Em relação ao PSDB o saldo é ainda pior: 9 pontos negativos. Apenas 36% disseram ter imagem favorável da agremiação de Aécio – 5% tem imagem muito favorável, e 31%, favorável. Do outro lado, 45% tem imagem negativa: 35% vê a imagem do PSDB como desfavorável e 10%, como muito desfavorável. Outros 19% dos entrevistados não souberam responder.

O aumento da aversão aos partidos se explica, principalmente, pela queda da simpatia pelo PT. O auge do petismo foi em março de 2003, quando 33% dos brasileiros diziam ter preferência pelo partido do então recém-empossado presidente Luiz Inácio Lula Silva. Não durou muito. A taxa caiu para 23% em 2004 e ficou nesse patamar até 2007, início do segundo mandato de Lula, quando o índice voltou a subir.

Em março de 2010, no auge da popularidade do então presidente e pouco antes da eleição de Dilma, a simpatia pelo PT voltou a atingir 33% da população. Começou a cair ainda antes da posse da nova presidente, mas manteve-se em um patamar próximo a 25%. A derrocada começou com os protestos de junho de 2013. Em novembro do ano passado, a simpatia pelo PT já era de apenas 20%.

Durante todo esse período, a preferência pelo PSDB oscilou entre 4% e 6%. Já a taxa de eleitores que não simpatizam com nenhum partido manteve-se na faixa dos 55% – até os protestos começarem. Foi a partir daí que o petismo perdeu força, mas nenhuma outra agremiação conseguiu capitalizar a sua queda.

Em julho de 2014, antes de a campanha eleitoral começar oficialmente, o petismo tinha os mesmos 20% do fim do ano anterior, 6% eram simpáticos ao PSDB e 54% não preferiam nenhum partido. Quatro meses e muitos ataques recíprocos depois, apenas 16% preferem o PT, só 4% preferem o PSDB, e 73% não têm preferência por nenhum partido. O desgaste do petismo impactou o partido nas eleições: o PT elegeu menos deputados do que em 2010. Mas, por competência da campanha de Dilma, essa perda de apoio aos petistas não se transferiu na mesma proporção para a disputa presidencial. Se vencer, Dilma será reeleita apesar do PT.

Agência quer obrigar planos de saúde a divulgar taxa de cesárea de médicos

cesarianas

A partir desta sexta-feira, grávidas, mães, pais, profissionais de saúde e qualquer outra pessoa interessada em partos podem opinar em uma consulta pública online realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que pode ajudar a reduzir a “epidemia” de cesarianas realizadas na rede particular de saúde no Brasil.

Autoridades de saúde dizem que a realização de cesáreas aumenta os riscos para a mãe e o bebê. O índice desse tipo de parto chega a 84% em hospitais privados, que atendem majoritariamente pacientes com planos de saúde, enquanto que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 15%.

A agência propôs duas resoluções para combater o problema. Uma prevê que a mulher receba um Cartão da Gestante, com dados sobre seu pré-natal para ser apresentado na maternidade, e um Partograma um documento que detalha a evolução do trabalho de parto e as condições da mãe e do bebê.

A outra é mais polêmica, já que prevê que os planos sejam obrigados a divulgar a porcentagem de cesáreas e partos normais de médicos e hospitais conveniados.

Assim, se a norma for aprovada, qualquer mulher, independentemente de estar grávida ou não, pode ligar para seu plano de saúde para saber que tipo de parto determinado médico ou hospital costumam fazer.

Melhor informada sobre o tipo de conduta que o obstetra costuma ter, a grávida teria uma ferramenta a mais para decidir se o que ela espera de seu parto é compatível com aquele profissional.

Acumulada há seis sorteios, Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões hoje

Mega Sena Acumulada

O concurso 1.647 da Mega-Sena, a ser realizado na noite deste sábado (25) em Nova Venécia (ES), pode pagar R$ 60 milhões para quem acertar as seis dezenas. Há seis concursos, ninguém leva o prêmio principal.

Se um apostador levar o prêmio sozinho, poderá se aposentar com uma renda de aproximadamente R$ 358,5 mil por mês, apenas investindo o prêmio em poupança. Ou se preferir poderá, com o valor integral do prêmio, adquirir 50 imóveis de R$ 1,2 milhão cada, ou ainda uma frota de 400 carros de luxo.

No último sorteio, que aconteceu na quarta-feira (15), os números que saíram foram: 19 – 23 – 34 – 40 – 41 – 58.

Ao todo, 126 apostadores acertaram a quina e ganharam R$ 39.714,43 cada um. Outras 10.700 pessoas acertaram os números da quadra e levaram R$ 668,09.

A aposta mínima custa R$ 2,50 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio em qualquer casa lotérica do país.